Estou sem criatividade pra escrever hoje. Não sei já a tive, agora sei que ela não esta comigo.
Estou no trabalho, o tempo parece não passar. Acho que é porque a parte ruim da vida sempre passa devagar pra nós, e os momentos de alegria passam tão rápido. Não que trabalhar seja rum, mais às vezes penso que poderia fazer tanta coisa se me sobrasse tempo.
Trabalhar é preciso, eu sei, contudo esse lugar não é meu. Queria ter um relógio mágico que pudesse adiantar os momentos de tristezas, ou as horas de trabalho e até, quem sabe, todos os momentos da minha vida que eu me sinta só. Não da solidão de não estar com alguém, mais sim a desarmonia de não estar em bem consigo mesmo. Essa solidão é difícil de enfrentar porque não há mediador entre você e você mesmo, uma das partes sempre vai estar certa e errada ao mesmo tempo. Só Deus pode te dar algum conforto e ir até onde você não alcança.
Não sei se me livrando dos momentos ruins me sobraria muito tempo. E quem eu seria afinal se não me fossem as más lembranças? Viveria assim de sonhos e os momentos felizes seriam minhas únicas memórias? Acho que assim não saberia distinguir o bem do mal, seriam pra mim uma coisa só onde tudo se valeria do meu interesse.
Acho que a catarse é o purgante de todo homem, onde dela tiramos a serenidade e simplicidade que a vida nos cobra sempre. E não conseguimos ver que só crescemos nas nossas falhas, não há uma virtude que precise ser mudada só aprimorada e não há porre que te livre sua consciência no dia seguinte (risos).
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Certa vez um menino interessado em descobrir sobre as mais diversas coisas da vida resolveu que iria, de alguma forma, saciar toda sua curiosidade. Um dia ele levantou-se de sua cama a noite, escondido dos pais, e foi dormir em uma pequena barraca que havia no lado de fora da casa. Nessa barraca o teto era esburacado e, para que não entrasse água nas noites chuvosas, seu pai cobriu parte do teto com um material transparente parecido com plástico. O garoto se acomodou de modo que seus olhos pudessem alcançar toda amplitude do céu. Ele queria descobrir como as estrelas se movimentavam e como elas desapareciam para então pra nascer o sol. O garoto ficou por horas com os olhos bem abetos pra não perder todo espetáculo. Porém, já perto do amanhecer o garotinho caiu no sono e ao ja pela manhã acordou-se inconformado por ter adormecido. Muito curioso o menino passou noites após noites com mesmo desejo mais nunca conseguira ficar acordado até o amanhecer do dia.
Depois de muito tentar o garotinho mudou de idéia, afinal, viu que sua curiosidade era grande, mais seu sono era maior ainda.
Então, decidido que iria continuar sua busca ao desconhecido, bolou outro plano, agora pra descobrir de onde vinha o arco-íris. Esperou, então, que houvesse um dia de chuva. O dia veio e o garotinho pegou sua velha bicicleta que há muito não usava e saiu mundo a fora, buscando a ponta do arco-íris. Por mais que pedalasse o arco-íris sempre parecia fugir dele e o garoto já se encontrava muito longe de casa. Então o curioso moleque freou sua bicicleta e já exausto de tanto pedalar, voltou pra casa. Seu medo de se perder era mais forte do que seu desejo de descobrir.
Ele não entendia por que seus planos nunca davam certo, será que ele precisava esperar crescer pra então saber as coisas que ele não entendia?
- Por que tudo tem que ser tão difícil? Perguntou o menino
A essa altura seu entusiasmo já estava enfraquecido. Mais o garoto não desistiu e por fim decidiu que iria descobrir como nascem os sonhos. Não sabia como, mas estava decidido a tentar. E maquinou em sua cama uma maneira de descobrir tal coisa.
-Sem dúvida seria minha maior descoberta, e de toda a humanidade. Sonhou o menino acordado.
-Uma coisa jamais vista em canto algum! Gritou.
E tentou procurar em jornais, ler em livros, mais nada se falava sobre o assunto.
-Será que ninguém nunca pensou nisso?
-Será que um assunto tão importante não deveria ter uma melhor atenção. Falou consigo mesmo.
Mas não havia nada. Tudo era obsoleto, igual ao mundo de gente grande. E o garoto só via o que estava diante dos seus olhos. Mas, ele sabia que existia um mundo ainda melhor e bem mais rico. O mundo que estava nos sonhos dele. Onde tudo se movia de acordo com seu pensamento. Onde tudo caminhava no seu ritmo. Onde tudo era perfeito.
Então o garoto cansado de pensar adormeceu em sua cama. E assim como o nascer do sol e o desaparecimento das estrelas, ele não descobriu de onde vinham os sonhos. Porém ele sonhou naquele dia, não percebeu mais sonhou mesmo acordado e, apesar de ainda não ter conseguido o que desejava o garoto não parou de sonhar.
Às vezes você se pergunta por que nasceu tão diferente. Se todos parecem estar no caminho certo e você nadando em outro barco indo contra a correnteza. Não acho justo como as pessoas acham que o que é melhor pra elas mesmas vai ser também pra você. E como basta apenas um detalhe, ou se acharem isso, uma diferença maior que separem as pessoas. Sou diferente das pessoas que gosto mais também sofro, sinto dor, frio compartilho sonhos. Sonhos que por vezes parece ser só meu.
Não sou tolo pra falar que minha vida é do jeito que eu queria. Mais tenho tudo que preciso e sou feliz em ter conquistado tais objetivos. Alguns que eu não esperava nem desejei, mas sempre quis. Outros que me fizeram crescer e perceber que sou mais limitado do que imaginara.
Talvez eu seja pequeno e pouco ambicioso, e minha felicidade se limite apenas coisas que eu sonho. -Deveria sonhar mais alto então?
Ou, quem sabe, meu coração seja pequeno que não caibam as coisas que fundamentam a felicidade de qualquer outra pessoa. Sinceramente não acho que seja isso, me considero simples demais e não sei se assim vou conseguir muita coisa. Não é conformismo ou minimalismo. Total desprezo pelas coisas do mundo talvez. Mas não é sobre isso que queria falar agora, na verdade é só um desabafo. Às vezes acho que deveria mudar radicalmente, ser meu oposto. Mas não conseguiria sustentar a máscara por muito tempo. Se é difícil ser eu mesmo, com todas minhas inconstâncias, imagina assumir outra identidade e se servir de outros pensamentos? Realmente não me vejo fora dessa casca...
Alguns são tão tolos que acham que obtêm o domínio sobre a verdade e sobre todas as coisas. Querem transformar fé em religião, inteligência em traição, persuasão em domínio e dia após dia fecham os olhos para o que realmente importa. E eu fico os julgando e achando tudo tão errado, e agindo errado. Tentando encontrar um lugar que seja meu pra não trazer sofrimento às pessoas que amo. Tentando me ferir menos pra que meu coração não se encha de rancor e não se parta. Prometi a mim mesmo não apontar o dedo pra mais ninguém pra que esse mesmo dedo não volte na minha cara.
É difícil quando você sabe que ta fazendo alguém sofrer e que a realidade sobressalta os sonhos e que você não consegue ser aquilo que se espera de você.

"A política... há muito tempo deixou de ser ciência do bom governo e, em vez disso, tornou-se arte da conquista e da conservação do poder."
(Luciano Bianciardi)
Ah, quem dera que nossos políticos fossem eleitos e julgados pelo seu caráter, escolhidos por serem incorruptíveis, íntegros, e sábios. Pesados por suas propostas e que todos fossem lideres não déspotas utilitaristas.
Dessas três qualidades antes faladas a que sinto mais falta é a sabedoria.
Não a inteligência que é confundida com a maldade de governar, essa todos possuem, mas sim que tivesse engendrado em si toda virtude de governar sobre a finalidade de alcançar o bem comum, o bem de todos. Digo, que governar não fosse apenas um fim mais sim um propósito. Que a política fosse sistemática. Não ao alcance de todos mais sim por aqueles capazes de governar.
O modelo preferível, acima da aristocracia ou de qualquer outro, ainda penso ser a democracia. Uma democracia onde o poder esteja ao alcance de todos, mas que, por não saberem o que seja melhor para ‘republica’, que todos não pudessem alcançar esse nível de responsabilidade que eu penso ser inferido apenas aos bem preparados. Isso não significa que a democracia se torne um modelo aristocrático, visto que tal restrição favorece a alguns poucos e excluí a maioria. Então, que todos tivessem sua voz ouvida e que, em consonância, fossem visto como uma máquina em que cada peça tenha que desempenhar seu papel da melhor forma para obter os melhores resultados, e que o motor fosse um líder que filtrasse todas informações e absorvesse as opiniões das partes pequenas para alcançar uma meta da forma mais correta e em menos tempo.
Quis defender, talvez não tenha conseguido uma melhor filtragem dos nossos possíveis eleitos. Para que não tenhamos um Tiririca ou uma Mulher Melão dando opiniões sobre as leis que vão estar presentes no nosso dia a dia. E que como eu disse, que todos tenham alcance ao poder mas que só os dignos dele governe.

Conflitos de identidade não são nenhuma novidade, principalmente num tempo onde as informações vindas da mídia (jornais, TV, internet, etc) a todos nós estão muito mais fortes e ,uma vez que elas são grande fonte formadora de opinião, fica cada vez mais difícil discernir sobre um fato relevante que chega até nós. Sabemos que uma história é contada levando em conta a subjetividade do historiador. É claro que contra evidencias não há contestações, mas, eu posso contar uma história de várias formas e transformar um vilão em vítima.
-Mas poxa vida, é tanta coisa acontecendo que eu não sei nem em que acreditar. Quer saber, vou pela maioria!
Assim como um pai educa e é, por muitas vezes, espelho do filho, meios onde as informações são chegadas também são. Não digo que elas são desnecessárias. É a maneira de nos ligarmos no mundo. Ser formador de opiniões hoje é muito fácil, é só usar num nome ou uma instituição para servir de âncora pra sustentarmos nossas ideologias e crenças. E isso é muito comum, uma mensagem se torna mais relevante dependendo de quem a transmite. Isso acontece na TV, líredes religiosos, políticos e também nas pessoas em quem nos espelhamos.
Agora posso te perguntar, você tem opinião própria? Se tem, de onde elas se sustentam? Você usou apenas seu intelecto pra formar sua opinião?
Não somos livres de nosso inconsciente, não precisamos de evidências pra crer, basta apenas tomar como verdade. Acreditamos naquilo que quisermos, as informações tem que ser impessoais mais quando ela chega até nós ela se torna subjetivas. Se fosse o caso não haveria juízes. Eles não só se baseiam em evidências, em certos casos somos nós que, quando nos é dado o poder, decidimos levando em conta nossa formação.
O que falar então dos adolescentes que usam roupas, acessórios até imitam o comportamento de seus atores, bandas preferidas. Eles ainda dizem que tem estilo. Se bem que eu já tive minha época de usar roupas pretas e ter uma certa rebeldia, mais nem por isso eu quis me matar, mesmo sendo fã do Nirvana ou virar gay gostando do Legião Urbana (viu amor?). Eu trago muitas coisas boas das pessoas que eu admiro e acho que meus erros vem de mim mesmo. E nem tudo que eu leio e entendo, eu concordo. Acho que pra falar sobre alguma coisa é preciso ter conhecimento sobre, achando certo ou não, e não é uma pessoa que vai me fazer mudar de opinião mais sim, uma idéia. Não sou tolo pra morrer pelas minhas idéias, elas podem estar erradas o que eu posso fazer é defendê-las.

Essa mensagem vai pra alguém que depois que conheci se tornou minha vida.
Toda historia necessita de um começo, triste, ou um bom momento, tudo fica gravado a ponto de se tornar inesquecível. Através de um desses momentos você pode ter muitas histórias pra contar depois e ser feliz como nunca sonhou ser capaz. O acaso não vai participar dessa história, não tem como algo tão perfeito ser criado por acaso. Predestinados talvez, mas se o destino fosse contra nós eu iria continuar tentando e não iria desistir depois do primeiro passo.
Não sei de onde veio à coragem mais tudo estava pronto pra acontecer como se cada detalhe estivesse apontando para o mesmo caminho. Um caminho que poderia ter começado um pouco antes mais beijar aquele rosto só fez aumentar o desejo de sentir teu sabor. Mas, eu não sabia como e como uma criança, tive que respirar fundo e fechar os olhos. Não teve tempo pra sentir medo naquele dia, os breves momentos que antecederam o beijo foram anestesiados por um desejo mais intenso, uma ligação que deu início a um ano e meio de total cumplicidade.
Eu podia sentir aquela boca macia que há muito tempo eu namorava sem saber ao menos seu gosto e sentia que ela precisava ser minha mesmo sabendo que era errado eu não me importava porque naquela hora não havia mais mundo lá fora o mundo era só nós dois e as conseqüências não eram pesadas, como nunca foram pra mim. O difícil é saber quem deu o primeiro passo, ou melhor, quem descobriu primeiro. Prefiro pensar que descobrimos esse sentimento juntos como se Deus tivesse nos aberto os olhos no mesmo instante e determinado que iríamos servir um ao outro pro resto da vida.
Eu não tinha planejado beijá-la naquele dia mais sabia que seria a hora certa, talvez o pôr do sol tenha ajudado e tornado tudo ainda mais romântico e é difícil falar sobre essas coisas sem parecer bobo mas, nunca me senti daquele jeito, ela estava linda e o sol deixava seu rosto alaranjado e me intimidava a tocá-la. Eu só podia adimirá-la e num desses momentos de contemplação me senti cada vez mais atraído e nossos rostos se encontraram e por sua boca eu podia ver todo meu futuro só não esperava ser tão feliz assim. Fico feliz, também, em dizer que foi a melhor surpresa pela qual eu esperava.
Feliz dia 10, amor

Você deve ter em mente alguma música que lembre alguém ou certo momento da sua vida, geralmente ligamos determinados sons a lembranças boas ou más em um momento de tristeza ou felicidade. Com certeza você também deve ter um estilo de música preferido, clássica, rock, MPB ou decaindo, sertanejo, pagode e por ai vai. O fato é que quando uma música entra na sua cabeça é ruim de sair mesmo que seja uma música que você não goste, ela gruda no seu inconsciente e sem perceber você já ta cantando ou então solfejando aquele som grudento.
A música do primeiro encontro com a mulher que você ama. Difícil de esquecer não é? Pois é, eu tenho uma que tocou no exato momento que tinha que tocar e falava das mesmas coisas que eu sentia. Algumas músicas tomamos pra nós como se as tivéssemos escrito. – Pow, é o que eu queria dizer só que não sabia como-. E nem adianta tentar adivinhar o que fulano queria dizer quando escreveu tal música porque talvez nem ele mesmo saiba. Tem algumas que te deixam pra baixo geral, altamente depreciativa mais são massa como How can I Go On de Freddie Mercury é ouvir e passar o dia todo lembrando, claro que algumas pessoas preferem Ivete Sangalo mas cada um roem da sua maneira.
Outras músicas sevem pra você extravasar, não igual a belíssima canção de Cláudia Leitte. Eu prefiro um bom Heavy Metal pra distrair um pouco e porque é massa mesmo. Minha namorada quando fica só em casa liga o rádio na Mix e começa a ‘dançar’ ou alguma coisa parecida, eu estou louco pra ver isso mais ela diz que nem depois de casada, fazer o que não é, não se pode ter tudo. Não vou falar mais nela nesse blog porque ela tava cobrando direitos de imagem e eu falei pra ela que se eu não colocasse nenhuma foto dela eu não precisaria pagar isso. Claro que ela não acreditou, esperta ela.
A música serve pra aproximar as pessoas, torna a vida menos cruel do que parece e quando cantamos uma bela música exaltamos a beleza e a Deus e acreditamos que sonhos se realizam.



